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Caros leitores torno a postar sobre tão delicado assunto, a comunhão de joelhos. hoje aquilo que deveria ser uma prática comum em nossas Igrejas tornou-se motivo de escândalo. vale a pena ler. "Joelhofobia" Autor: Francisco Dockhorn
Publicação original: Fevereiro de 2007
No simbolismo litúrgico oficial da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, o ato de ajoelhar é o mais significativo gesto corporal de adoração à Nosso Senhor Jesus Cristo, Presente Verdadeiramente no Santíssimo Sacramento do Altar em Corpo, Sangue, Alma e Divindade (Catecismo da Igreja Católica, n. 1373-1381). Tenho escutado, entretanto, repetidos relatos de situações que fiéis católicos tem passado tanto aqui no Brasil como em outros países, diante de sacerdotes e ministros da comunhão eucarística que tem negado ministrar o Corpo de Nosso Senhor à quem deseja recebê-Lo ajoelhado, muitas vezes determinando que o fiel se levante em plena fila da Sagrada Comunhão, fazendo-o passar por uma situação humilhante e constrangedora e gerando um escândalo enorme. Mas o que diz a lei da Santa Igreja à respeito disso?
A este respeito, a Sagrada Congregação para os Sacramentos e Culto Divino publicou, em Julho de 2002 um documento proibindo a atitude de sacerdotes que negam ministrar a Comunhão a quem deseja receber Nosso Senhor ajoelhado. Diz o documento: "A recusa da Comunhão a um fiel que esteja ajoelhado, é grave violação de um dos direitos básicos dos fiéis cristãos. (...) Mesmo naqueles países em que esta Congregação adotou a legislação local que reconhece o permanecer em pé como postura normal para receber a Sagrada Comunhão, ela o fez com a condição de que os comungantes desejosos de se ajoelhar não seria recusada a Sagrada Eucaristia. (...) A prática de ajoelhar-se para receber a Santa Comunhão tem em seu favor uma antiga tradição secular, e é um sinal particularmente expressivo de adoração, completamente apropriado, levando em conta a verdadeira, real e significativa presença de Nosso Senhor Jesus Cristo debaixo das espécies consagradas. (...) Os sacerdotes devem entender que a Congregação considerará qualquer queixa desse tipo com muita seriedade, e, caso sejam procedentes, atuará no plano disciplinar de acordo com a gravidade do abuso pastoral." (Protocolo no 1322/02/L) Tal intervenção foi reiterada em 2003.
Também a instrução Redemptionis Sacramentum, instrução publicada pela mesma congregação em 2004, determina: "Qualquer batizado católico, a quem o direito não o proíba, deve ser admitido à sagrada Comunhão. Assim pois, não é lícito negar a sagrada Comunhão a um fiel, por exemplo, só pelo fato de querer receber a Eucaristia ajoelhado ou de pé." (RS, n. 91)
Com efeito, a forma tradicional que a Santa Igreja tem de receber o Corpo de Nosso Senhor é de joelhos (e diretamente na boca), em sinal de adoração à Nosso Senhor. Se as normas litúrgicas atualmente permitem que se receba o Corpo de Nosso Senhor em pé, é preciso que tenhamos clareza que, se por um lado a concessão torna isso moralmente lícito, por outro lado isto é uma concessão à regra tradicional, e que aqueles que desejarem receber o Corpo de Nosso Senhor ajoelhados, em sinal de adoração, são livres para fazê-lo.
Vejo ainda muitos afirmarem que também na Consagração Eucarística deve-se permanecer em pé e não ajoelhado, e muitos afirmam inclusive que aprenderam isso em Cursos de Liturgia (!). Mas também quanto à isso à lei da Santa Igreja é clara em afirmar na Instrução Geral no Missal Romano determina que os fiéis estejam "de joelhos durante a consagração, exceto se razões de saúde, a estreiteza do lugar, o grande número dos presentes ou outros motivos razoáveis a isso obstarem. Aqueles, porém, que não estão de joelhos durante a consagração, fazem uma inclinação profunda enquanto o sacerdote genuflecte após a consagração." (IGMR, n. 43)
Temos então, nestas situações em que citamos, algo como se fosse uma "joelhofobia", em desacordo com o senso litúrgico e em desobediência explícita à lei da Santa Igreja. E escuto para isso argumentações como: "Deve-se estar não de joelhos, mas em pé como sinal de prontidão"; ou "A Eucaristia é banquete e ninguém come ajoelhado"; ou ainda "A Eucaristia é para ser comida, não para ser adorada". Ora, todas estas argumentações estão equivocadas!
A Consagração e a Comunhão Eucarística são, antes de qualquer coisa, momentos sublimes de adoração, pois a Hóstia Consagrada é a Presença Real de Nosso Senhor; já dizia Santo Agostinho, Doutor da Santa Igreja: "Ninguém coma desta Carne se antes não A adorou." A Santa Missa é a Renovação do Único e Eterno Sacrifício de Nosso Senhor, e embora tenha uma dimensão de banquete e ceia, é um banquete essencialmente sacrifical, que perde totalmente o sentido se não reconhecermos nele a dimensão de Sacrifício. Na Santa Missa não nos alimentamos de uma comida qualquer como em um banquete ou ceia comuns, mas sim do Carne e do Sangue de Nosso Senhor, escondidos sob a aparência do pão e do vinho. Por isso nos ensinou o saudoso Papa João Paulo II que não se pode esquecer que o "banquete eucarístico tem também um sentido primária e profundamente sacrifical" (Mane Nobiscum Domine, n. 15).
Ocorre que, na atual crise doutrinária e litúrgica que vivemos, muitos "católicos" ditos "progressistas" negam ou obscurecem a Presença Real de Nosso Senhor no Santíssimo Sacramento do Altar e o caráter sacrifical da Santa Missa, vivendo-a como se fosse um simples banquete, ceia, festa ou reunião social. Sobre isso, lamenta o saudoso Papa João Paulo II na sua fabulosa encíclica Ecclesia de Eucharistia: "As vezes transparece um compreensão muito redutiva do mistério eucarístico. Despojado do seu valor sacrifical, é vivido como se em nada ultrapassasse o sentido e o valor de um encontro fraterno ao redor da mesma. Além disso, a necessidade do sacerdócio ministerial, que se fundamenta na sucessão apostólica, fica às vezes obscurecida, e a sacramentalidade da Eucaristia é reduzida à simples eficácia do anúncio. (...) Como não manifestar profunda mágoa por tudo isto? A Eucaristia é um Dom demasiadamente grande para suportar ambiguidades e reduções." (Ecclesia de Eucharistia, n. 10) Consequência natural disso é a desvalorização e o desaparecimento, em muitos lugares, do sinais e símbolos litúrgicos que expressam a fé católica no que diz respeito ao Santo Sacrifício da Missa, tais como: os paramentos litúrgicos, as velas, o incenso, a genuflexão, o dobrar os joelhos e assim por diante.
É necessário uma nova tomada de consciência entre os católicos, para que, em obediência ao Sumo Pontífice Gloriosamente Reinante - o Papa Bento XVI -, o Santo Sacrifício da Missa seja conhecido e valorizado em sua essência, seus sinais e símbolos sejam também valorizados e as leis litúrgicas sejam, de fato, obedecidas, contrapondo-nos à isto que é como se fosse uma "joelhofobia" e à todos os demais abusos litúrgicos, para a Glória de Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento.
Nota do editor (20/06/2009):
- A Instrução Redemptionis Sacramentum afirma ainda que todos tem responsabilidade em procurar corrigir os abusos litúrgicos, mesmo quando isso implica em expor queixa aos superiores. Diz o documento (n. 183-184): "De forma muito especial, todos procurem, de acordo com seus meios, que o santíssimo sacramento da Eucaristia seja defendido de toda irreverência e deformação, e todos os abusos sejam completamente corrigidos. Isto, portanto, é uma tarefa gravíssima para todos e cada um, excluída toda acepção de pessoas, todos estão obrigados a cumprir este trabalho. Qualquer católico, seja sacerdote, seja diácono, seja fiel leigo, tem direito a expor uma queixa por um abuso litúrgico, ante ao Bispo diocesano e ao Ordinário competente que se lhe equipara em direito, ante à Sé apostólica, em virtude do primado do Romano Pontífice. Convém, sem dúvida, que, na medida do possível, a reclamação ou queixa seja exposta primeiro ao Bispo diocesano. Para isso se faça sempre com veracidade e caridade." - desde o ano passado, o Santo Padre Bento XVI restaurou o costume de se comungar diretamente na boca e de joelhos, no genuflexório, nas Missas que ele celebra em Roma, como podemos ver neste lindo vídeo da solenidade de Corpos Christi do ano passado:
"Se dobre reverente todo joelho!"
Escrito por Leandro Santos às 15h44
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A LITURGIA BARATEADA «Não é o fato de ter passado do latim para a língua vernácula, no nosso caso o português, não é isso. Mas é que nessa passagem houve um barateamento. Nós barateamos a linguagem e o culto ficou empobrecido daquilo que é a sua própria natureza, que é a beleza.» (Adélia Prado) Escritora brasileira defende resgate da beleza na celebração da liturgia APARECIDA, domingo, 2 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- Ao defender o esmero com as celebrações litúrgicas e a beleza como uma «necessidade vital» que deve permeá-las, a escritora brasileira Adélia Prado afirma que «a missa é como um poema, não suporta enfeite nenhum».
«A missa é a coisa mais absurdamente poética que existe. É o absolutamente novo sempre. É Cristo se encarnando, tendo a sua Paixão, morrendo e ressuscitando. Nós não temos de botar mais nada em cima disso, é só isso», enfatiza.
Poeta e prosadora, uma das mais renomadas escritoras brasileiras da atualidade, Adélia Prado, 71 anos, falou sobre o tema da linguagem poética e linguagem religiosa essa quinta-feira, em Aparecida (São Paulo), no contexto do evento «Vozes da Igreja», um festival musical e cultural.
Ao propor a discussão do resgate da beleza nas celebrações litúrgicas, Adélia Prado reconheceu que essa é uma preocupação que a tem ocupado «há muitos anos». «Como cristã de confissão católica, eu acredito que tenho o dever de não ignorar a questão», disse.
«Olha, gente – comentou com um tom de humor e lamento –, têm algumas celebrações que a gente sai da igreja com vontade de procurar um lugar para rezar.»
Como um primeiro ponto a ser debatido, Adélia colocou a questão do canto usado na liturgia. Especialmente o canto «que tem um novo significado quanto à participação popular», ele «muitas vezes não ajuda a rezar».
«O canto não é ungido, ele é feito, fazido, fabricado. É indispensável redescobrir o canto oração», disse, citando o padre católico Max Thurian, que, observador no Concílio Vaticano II ainda como calvinista, posteriormente converteu-se ao catolicismo e ordenou-se sacerdote. 
Encontro rip! Não, é uma missa! (Sem comentários)
Adélia Prado reforçou as observações, enfatizando que «o canto barulhento, com instrumentos ruidosos, os microfones altíssimos, não facilita a oração, mas impede o espaço de silêncio, de serenidade contemplativa».
Segundo a poeta, «a palavra foi inventada para ser calada. É só depois que se cala que a gente ouve. A beleza de uma celebração e de qualquer coisa, a beleza da arte, é puro silêncio e pura audição».
«Nós não encontramos mais em nossas igrejas o espaço do silêncio. Eu estou falando da minha experiência, queira Deus que não seja essa a experiência aqui», comentou.
«Parece que há um horror ao vazio. Não se pode parar um minuto». «Não há silêncio. Não havendo silêncio, não há audição. Eu não ouço a palavra, porque eu não ouço o mistério, e eu estou celebrando o mistério», disse.
De acordo com a escritora mineira (natural de Divinópolis), «muitos procedimentos nossos são uma tentativa de domesticar aquilo que é inefável, que não pode ser domesticado, que é o absolutamente outro».
«Porque a coisa é tão indizível, a magnitude é tal, que eu não tenho palavras. E não ter palavras significa o quê? Que existe algo inefável e que eu devo tratar com toda reverência.»
Adélia Prado fez então críticas a interpretações equivocadas que se fizeram do Concílio Vaticano II na questão da reforma litúrgica. 
Esse padre jura que isso é uma missa! «Não é o fato de ter passado do latim para a língua vernácula, no nosso caso o português, não é isso. Mas é que nessa passagem houve um barateamento. Nós barateamos a linguagem e o culto ficou empobrecido daquilo que é a sua própria natureza, que é a beleza.»
«A liturgia celebra o quê?» – questionou –. «O mistério. E que mistério é esse? É o mistério de uma criatura que reverencia e se prostra diante do Criador. É o humano diante do divino. Não há como colocar esse procedimento num nível de coisas banais ou comuns.»
Segundo Adélia, o erro está na suposição de que, para aproximar o povo de Deus, deve-se falar a linguagem do povo.
«Mas o que é a linguagem do povo? É aí que mora o equívoco», – disse –. «Não há ninguém que se acerca com maior reverência do mistério de Deus do que o próprio povo».
«O próprio povo é aquele que mais tem reverência pelo sagrado e pelo mistério», enfatizou.
«Como é que eu posso oferecer a esse povo uma música sem unção, orações fabricadas, que a gente vê tão multiplicadas e colocadas nos bancos das igrejas, e que nada têm a ver com essa magnitude que é o homem, humano, pecador, aproximar-se do mistério.»
Segundo a escritora brasileira, barateou-se o espaço do sagrado e da liturgia «com letras feias, com músicas feias, comportamentos vulgares na igreja».
«E está tão banalizado isso tudo nas nossas igrejas que até o modo de falar de Deus a gente mudou. Fala-se o “Chefão”, “Aquele lá de cima”, o “Paizão”, o “Companheirão”.»
«Deus não é um “Companheirão”, ele não é um “Paizão”, ele não é um “Chefão”. Eu estou falando de outra coisa. Então há a necessidade de uma linguagem diferente, para que o povo de Deus possa realmente experimentar ou buscar aquilo que a Palavra está anunciando», afirmou.
Para Adélia Prado, «linguagem religiosa é linguagem da criatura reconhecendo que é criatura, que Deus não é manipulável, e que eu dependo dele para mover a minha mão».
Com esse espírito, enfatizou, «nossa Igreja pode criar naturalmente ritos e comportamentos, cantos absolutamente maravilhosos, porque verdadeiros».
Ao destacar que a missa é como um poema e que não suporta enfeites, Adélia Prado afirmou que a celebração da Eucaristia «é perfeita» na sua simplicidade.
«Nós colocamos enfeites, cartazes para todo lado, procissão disso, procissão daquilo, procissão do ofertório, procissão da Bíblia, palmas para Jesus. São coisas que vão quebrando o ritmo. E a missa tem um ritmo, é a liturgia da Palavra, as ofertas, a consagração… então ela é inteirinha.»
«A arte a gente não entende. Fé a gente não entende. É algo dirigido à terceira margem da alma, ao sentimento, à sensibilidade. Não precisa inventar nada, nada, nada», disse Adélia.
E encerrou declamando um poema seu, cujo um fragmento diz:
"Ninguém vê o cordeiro degolado na mesa,
o sangue sobre as toalhas,
seu lancinante grito,
ninguém”.
 Prazer, eu sou o Missal Romano padres! Leiam-me!
Escrito por Leandro Santos às 11h07
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Caros leitores, continuo a postar-lhes artigos sobre o adocicado Fábio de Melo, a carta abaixo foi retirada do Veritatis Splendor e vale a pena lê-la para compreendermos a noção do perigo que o Sr. Fábio de Melo, que apesar de não parecer é padre, faz às pobres almas dos fiéis católicos do Brasil. CARTA ABERTA AO PE. FÁBIO DE MELO Por Gustavo de Souza
Fonte: Blog Exsurge (http://exsurge.wordpress.com) Reverendíssimo Pe. Fábio de Melo, Em primeiro lugar, conceda-me a sua bênção! Escrevo-lhe para fazer algumas observações e questionamentos a respeito das suas colocações durante uma entrevista recentemente concedida ao Programa do Jô. Caso não saiba, algumas das suas declarações geraram grande indignação entre os católicos. Sobretudo nos blogs e sites católicos multiplicaram-se as críticas e manifestações de repúdio a algumas de suas posições expressas na citada entrevista. Sem dúvida, houve diversas respostas adequadas e enriquecedoras; contudo, parece que essas felizes colocações soçobraram ante uma avalanche de afirmações imprecisas, imprudentes e, em alguns casos, incorretas. Uma das suas primeiras assertivas, que a mim causou muito espanto e preocupação, foi a de que “precisamos nos despir dessa arrogância de que nós somos proprietários da verdade suprema”. De fato, “donos” da verdade nós não somos. Mas nós a conhecemos! A Verdade é Cristo, e não há outra. Afirmações da natureza desta que o senhor proferiu induzem as pessoas a crer que a verdade é relativa ou até mesmo que não existe. Quando, na realidade, nem uma coisa nem outra procedem. Foi à Igreja que Cristo confiou a missão de ensinar e zelar pela Verdade. Quando, muitas vezes, pessoas imbuídas de um espírito de falso-ecumenismo admitem que todo aquele que prega diferente da Igreja, está ‘certo dentro da sua realidade’, está-se falseando a autêntica Doutrina, segundo a qual a verdade é objetiva, acessível, única, eterna (vide Tomás de Aquino, in De Veritatis). Outrossim, ao falar em uma “verdade suprema”, subentende-se que há uma ou mais verdades inferiores, submissas. O que não é também correto. Se existe uma, e somente uma, verdade, não há porque falar em verdade “suprema”. Fazendo uso de uma associação lógica, se – como diz o adágio latino – ubbi Ecclesia, ibbi Christus (onde está a Igreja, aí está Cristo); e se Cristo é a Verdade (Jo 14,6); então a Verdade está na Igreja. Por acaso é arrogante, feio ou pecaminoso apontar aos homens aquilo que eles às apalpadelas procuram há séculos? Se os homens estão sedentos de Verdade não podemos nós saciar-lhes mostrando onde ela se encontra? E como explicar que, ao falar da condição adâmica do homem, o senhor tenha adotado a interpretação modernista segundo a qual a historicidade das escrituras fica reduzida ao nível das histórias da carochinha?! Dizer que Adão é uma imagem simbólica, metafórica, “fabulesca”, não faz parte da Doutrina Católica! O fato de a linguagem empregada no livro de Gênesis ser recheada de simbolismo não elimina o fato de que os acontecimentos nele narrados tenham se dado no tempo e no espaço tal como foram escritos. A interpretação literal complementa e enriquece a hermenêutica que se pode fazer a partir dos símbolos. Não é assim que ensina a Igreja? Depois o senhor falou que durante muito tempo “nós (subentenda-se: Igreja) fomos omissos”. Parece-me que essa omissão se referia às questões ecológicas. Pelo amor de Deus, padre! A missão da Igreja é salvar a Amazônia ou salvar as almas? Que conversa é essa de “cristificação do universo”? Por que dar atenção a isso quando tantas almas se perdem na imoralidade, na heresia, na inércia espiritual? Em seguida, veio aquela colocação, esdrúxula e totalmente non sense, de que a Igreja – que se considerava barca de Pedro – após o Concílio Vaticano II passou a se enxergar como Povo de Deus. Devo informar-lhe que a Igreja permanece sendo barca de Pedro, e o povo de Deus é – por assim dizer – a tripulação desta barca. Onde é que houve mudança na compreensão da eclesiologia? Entre as críticas feitas pelos blogueiros, salientava-se a sua posição – no mínimo, omissa – quando o apresentador Jô Soares comentou que achava um absurdo que a Igreja considerasse que o matrimônio servia apenas à procriação. Pergunto: por que o senhor não afirmou, como ensina a Igreja, que o matrimônio tem duas finalidades: a unitiva e a procriativa? Por que não disse que, sim, o amor dos esposos importa e ele é – ou, pelo menos, deve ser – expresso pela unidade (de pensamento e de vontade) que os cônjuges demonstram em todas e cada uma de suas ações? Era tão simples desfazer a argumentação errônea do entrevistador e, ao mesmo tempo, aproveitar para instruir as pessoas segundo a Sã Doutrina! Pior que não ter ensinado no momento oportuno, foi o senhor afirmar que “o nosso discurso já mudou”! Diga-me, Pe. Fábio, acaso a doutrina imutável da Igreja perdeu a sua imutabilidade? O senhor crê, convictamente, que a Igreja está, dia após dia, se amoldando à mentalidade atual? Não seria missão da Esposa de Cristo formar na sociedade uma mentalidade cristã, isto é, fomentar um novo modo de pensar e de viver que esteja impregnado do perfume de Cristo? Ou é o contrário: o mundo é que deve catequizar a Igreja? Em outro momento da entrevista o senhor afirmou que não “conseguia” celebrar a missa todos os dias? Não lhe parece estranho, e prejudicial, que a sua “agenda” não permita que o senhor celebre todos os dias a Eucaristia? Qual deve ser o centro da vida do sacerdote: o altar ou o palco? E quanto ao breviário? A sua “agenda” permite que o senhor o reze diariamente (considerando que não fazê-lo é pecado grave para o sacerdote)? Depois veio a pergunta: “o senhor teve experiências sexuais antes de ser padre?” Creio um homem que consagrou (frise-se o termo: consagrou) sua sexualidade a Deus não deveria expor sua intimidade diante do público. Mas, já que a pergunta indecorosa foi feita, a resposta que esperei foi algo no sentido de fazer o interlocutor entender que aquela questão era de ordem privada; que não convinha ser tratada em público. Em resumo: algo como “não é da sua conta!”. Porém, que fez o senhor? Respondeu que teve, sim, experiências sexuais precedentes, mas “às escondidas”! Caro Pe. Fábio, o senhor acha que convém dar uma resposta deste tipo? Isso não induziria as pessoas a pensar que não existem padres castos (considerando que muitos confundem castidade com virgindade)? Isso não estimularia as pessoas a crer na falácia segundo a qual todo jovem já teve, tem ou deve ter experiências sexuais que precedam a sua decisão vocacional. O senhor comentou, ainda, que “para a gente ser padre, a gente tem que ter amado na vida. É impossível (grifos meus) fazer uma opção pelo celibato, pela vida consagrada, se eu não tiver tido uma experiência de amar alguém de verdade”. O senhor acha, realmente, que o homem que nunca amou uma mulher não sabe amar? Baseado em que o senhor diz isso? Que dizer então do meu pároco que, tendo ido para o seminário aos 11 anos, nunca namorou? Ele é menos feliz por causa disso? Menos decidido pelo sacerdócio? Não creio que isso proceda. O que se viu nessa malfadada entrevista à rede globo foi a apresentação de um comunicador, um cantor, um filósofo, um homem qualquer. Pudemos enxergar Fábio de Melo. E só. O padre passou desapercebidamente. De comunicadores, cantores e filósofos, já basta: nós os temos em número suficiente! Precisamos de padres! Padres que são, sim, homens por natureza; mas que tiveram sua dignidade elevada pelo caráter impresso no sacramento da Ordem. Homens que não são “como quaisquer outros” porque receberam a graça e a missão de agir in persona Christi. Temos carência de ver padres que ajam, falem e - até mesmo - se vistam, em conformidade com a sua dignidade sacerdotal. Creio que muitos destes desdobramentos que eu estou expondo não foram sequer imaginados pelo senhor no momento em que concedeu a entrevista, e enquanto respondia às perguntas. Contudo, o ônus de quem se expõe à opinião pública é, exatamente, suportar os possíveis mal-entendidos que se geram quando as palavras são compreendidas de modo diverso da intenção e da mentalidade de quem as proferiu. Espero que tudo que eu falei aqui tenha sido realmente um grande mal-entendido… Sempre cabe, contudo, esclarecer os desentendimentos mais graves que possam prejudicar não só a sua imagem, mas a da Igreja como um todo. Um ensino errado pode levar uma alma à perdição. Perdoe-me, sinceramente, a franqueza e, talvez, a dureza em alguns momentos. Mas eu precisava lhe expor as minhas dúvidas, impressões e inquietudes com relação a essa entrevista. Se o senhor se dignar me responder esta carta, ainda que de modo breve, sucinto, ficaria imensamente grato. Despeço-me rogando mais uma vez a sua bênção e garantindo-lhe as minhas orações em favor de seu sacerdócio e de sua alma. Gustavo Souza, Indigno filho da Santa Igreja Católica Obs.: Esta carta foi encaminhada ao e-mail que consta como contato do reverendíssimo Pe. Fábio de Melo no seu site. Estou no aguardo da resposta…
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rsrsrsrsrsrsrsrssr....
Escrito por Leandro Santos às 08h47
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Rabino defende canonização de Pio XII No prólogo de um livro Por Antonio Gaspari ROMA, segunda-feira, 15 de junho de 2009 (ZENIT.org).- É um rabino americano. Até setembro de 2008, ele teve dúvidas sobre a idoneidade de Pio XII para sua beatificação, e agora reza pelo pontífice e propõe reconhecer o Papa Eugenio Pacelli como santo. Ele o explica no prólogo do último livro de Sor Margherita Marchione, “Papa Pio XII. Un antologia di testi nel 70 anniversario dell'incoronazione” (Papa Pio XII. Uma antologia de textos no 70º aniversário da coroação), editado em italiano e em inglês pela Livraria Editora Vaticana. O rabino Erich A. Silver, do Templo Beth David, em Cheshire, responsável pela melhoria das relações entre o Judaísmo e a Igreja Católica, explica as causas da sua mudança de opinião. “Eu achava que ele poderia ter feito mais”, escreveu Silver no prólogo do livro. “Eu queria saber se realmente havia um colaborador, um antissemita passivo, enquanto milhões eram assassinados, alguns à vista do Vaticano.” “Então – relata o rabino – em setembro de 2008, vim a Roma, convidado por Gary Krupp, para participar de um simpósio organizado por Pave The Way Foundation, no qual se estudaria o papel de Pio XII durante o Holocausto.” Naquela ocasião, o rabino Silver conheceu Sor Marchione e outras 50 pessoas, entre rabinos, sacerdotes, estudiosos e jornalistas que haviam estudado e investigado a fundo sobre o tema. Para Silver, aquele simpósio foi um choque, e assim escreve: “As provas que eu vi me convenceram de que sua única motivação (de Pio XII) foi salvar todos os judeus que ele pudesse”. A imagem negativa de Pio XII, segundo Silver, começou com a publicação do jornal “O Vigário”, com a difusão de mentiras e com o hábito de não investigar os fatos históricos. Assim, muitas pessoas foram convertidas em “instrumento dos que detestavam Pio XII porque sempre foi anticomunista”, explica. “Vale destacar que, depois do fim da guerra e até sua morte, os judeus o elogiaram continuamente, reconhecendo-o como salvador”, acrescenta. E o rabino afirma: “Eu espero que a canonização de Pio XII possa acontecer sem problemas, para que não somente os católicos, mas o mundo inteiro possa conhecer o bem realizado por esse homem de Deus”. Na parte final de sua introdução ao livro, Silver recorda que no 50º aniversário da morte de Pio XII, no sermão de Yom Kippur, “eu falei da necessidade de corrigir os erros do passado”. “Depois de tudo, Eugenio Pacelli é um amigo especial de Deus, um santo; cabe a nós reconhecer este fato”, recorda. Entrevistada por Zenit, Sor Margherita Marchione, conhecida como Fighting Nun (a freira lutadora) e autora de outros 15 livros sobre a figura de Pio XII, recorda seu encontro com o Papa Pacelli em 1957, em uma viagem à Itália para investigar sobre o poeta Clemente Rebora. Para Sor Margherita, Pio XII é a maior personalidade da época da 2ª Guerra Mundial. “Este Papa, no silêncio e no sofrimento, sem armas nem exército, conseguiu salvar muitas vidas humanas e aliviar muitas penas: esta é a verdade histórica”, afirma. Sor Margherita demonstrou que Pio XII foi inimigo acérrimo do nazismo e do comunismo. Sobre sua relação com os judeus, Sor Margherita pôde demonstrar que “Pio XII salvou mais judeus que qualquer outra pessoa, inclusive Oskar Schindler e Raoul Wallemberg”. E explica: “Durante a guerra, Pio XII fez mais que qualquer outro chefe de Estado, como os presidentes dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt ou Winston Churchill, que podiam servir-se de meios militares”. “O único chefe de Estado que salvou milhares de judeus foi Pio XII, que não tinha meios militares”, acrescenta. E conclui: “Por este motivo, Pio XII merece ser reconhecido como beato”. 
Escrito por Leandro Santos às 08h35
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Os católicos foram surpreendidos com a entrevista do padre Fábio de Melo no último programa do Jô Soares. Surpresa? Bom, de um sacerdote orgulhoso de seus músculos e de seus belíssimos trajes (baby-look) clericais nada pode vir de surpreendente: a própria postura já é estarrecedora. Mas o motivo da surpresa foram as críticas do padre Fábio de Melo à Igreja: "Me incomoda muito esse discurso religioso duro, que esquece a simbologia e a beleza dela. Religião não é garantia de nada e a própria Igreja precisa compreender isso."
Vejam só! O discurso religioso é duro, esquece a simbologia e a beleza, religião não é garantia de nada… e mais: ele encontrou algo que a Igreja precisa compreender! Imaginem só! A Igreja Católica, instituição divinamente fundada sobre Pedro, aquela que Cristo lavou com seu Sangue, aquela a quem ele deu a infalível assistência do Espírito Santo, precisa compreender uma coia que só o padre Fábio de Melo compreende! E o que é isso: que religião não garante nada. Aplausos para o padre Fábio de Melo (ele os adora!): além de cantor, modelo, fisiculturista e poeta, o homem é o salvador da Igreja, o único que pode fazê-la sair de seu discurso religioso duro e levá-la à compreensão das realidades mais altas! Estranha que suas fãs ainda não o tenham querido elevar a Papa - na verdade, já vi gente dizendo que segue antes o padre Fábio de Melo, e depois o Papa… Bem, perguntaria ao padre Fábio de Melo se também Jesus teve um discurso religioso duro ao condenar escribas e fariseus (Mateus 23,1-30). “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Vós fechais aos homens o Reino dos céus. Vós mesmos não entrais e nem deixais que entrem os que querem entrar” (v.13). Discurso religioso duro, hein, padre Fábio? Diga-me, padre Fábio, se Vossa Reverendíssima considera duro também quando Jesus entrou no Templo com um chicote e de lá expulsou os vendilhões (João 2,13-25). Chicote dói… Jesus foi duro, padre Fábio? Aquele intransigente chamado Jesus! E se religião não garante nada, padre Fábio, se religião não garante salvação, porque então Jesus ensina: “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; quem não crê no Filho não verá a vida, mas sobre ele pesa a ira de Deus” (João 3,36). Vejam só, esse Jesus: fechou a salvação em torno da crença nEle! Fundou uma religião baseada na fé em seu Evangelho e fechou a salvação em torno de si mesmo! Que discurso duro, não é, padre Fábio? E olhe só o que Jesus disse: aquele que não crê nEle tem sobre si o peso da ira de Deus! A “ira de Deus”: que discurso duro! Duríssimo, esse Jesus! Mas a Igreja precisa entender que religião não garante nada, não é, padre Fábio? E Jesus? Ele precisa entender? A Igreja precisa mesmo, padre Fábio, compreender isto de que “religião não garante nada”? Quem lhe revelou isso, padre Fábio? Foi o Espírito Santo? Me diga: ele falou em línguas com o senhor? Interessante, padre Fábio, é o senhor fazer parte da Igreja que esse Jesus fundou e defender todo o contrário dela. Interessante, padre Fábio, é o senhor se preocupar tanto com o próximo CD e o próximo show, ou com seus trajes bastante clericais, e esquecer de sua própria formação doutrinária, que é lastimável ao extremo. Acorde, padre Fábio de Melo! A Igreja está em guerra contra o mundo. Cristo nos deu uma Cruz para carregarmos e pela qual lutarmos! Fundou uma religião que garante a nossa salvação e que hoje é atacada de todos os lados! Num contexto desses, a Igreja não precisa de padres preocupados com seus CDs, envergonhados de serem padres - tanto que nem se vestem como padres - e ensinando as piores heresias para os fiéis e um fã-clube repleto de mocinhas encantadas com bíceps e de olhos brilhantes! E se Cristo lhe coloca num programa de alcance nacional, não é para ficar concordando tacitamente com todas as críticas sem sentido do Jô Soares e ainda complementando com mais críticas! Que serviço estás prestando a Jesus, sacerdote! Mas se religião não garante nada, talvez seus CDs garantam. Vamos dar de presente ao Papa aquele DVD em que o senhor canta vestido como leigo, pra ver se ele entende algumas coisas, não é? Acorde, padre Fábio de Melo! A guerra da luz contra as trevas não é uma poesia romântica. 
Sinceramente, "sou humano demais pra compreender, humano de mais pra entender" o Fábio de Melo!
Escrito por Leandro Santos às 09h52
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Padre Fábio de Melo
RELATIVISMO E PADRE FÁBIO DE MELO
Não faz muitas horas que publicamos alguns textos sobre o padre Fábio de Melo e não sei se fico mais perplexo com as barbaridades ditas por ele ou com os absurdos proferidos pelos seus defensores. Um sacerdote que prefere usar um terno bem cortado, um relógio de marca, que faz a sobrancelha e cuida da pele com um excessivo cuidado já é estranho; agora imagine que as palavras deste sacerdote apenas reproduzem aquilo que, pela aparência, já percebemos: muito discurso açucarado e pouco conteúdo. Que o padre Fábio de Melo defendeu – e defende – heresias crassas todo mundo sabe, ou ao menos deveria saber. Na verdade o sacerdote não pensa duas vezes antes de falar em plena rede nacional que a Missa é banquete, que a Igreja não é mais a Barca de Pedro, que o discurso do clero se encontra em transformação etc. Além dessas heterodoxias, o cantor já lançou umas pedradas teológicas no seu programa na Canção Nova. Disse ele que não importa a religião, mas sim o amor, que o Catolicismo não é o único meio de salvação, que o protestantismo é sim uma boa crença etc. Pois bem, ninguém é obrigado a ser católico, muito menos a ser sacerdote. Quem segue os ensinamentos da Igreja o faz por livre adesão. O que não entendo é justamente a desonestidade intelectual e moral de alguns que, dizendo professar uma fé, rejeitam essa fé ao abraçarem o relativismo e o progressismo doutrinal. Um católico entende que a Igreja, edificada por Cristo, transmite os ensinamentos deixados por Nosso Senhor e, além disso, tem o poder de guiar e pastorear os filhos de Deus. Ora, quem acredita nisto (os católicos) também acredita que sem a Igreja, sem a Eucaristia, sem a Virgem Santíssima etc. não há pleno cristianismo. Não obstante, uma conclusão tão clara não é entendida pelos relativistas da fé. Diz padre Fábio que o importante é o amor – e aqui friso que ele faz referência a um amor totalmente sentimentalista e pobre, não é o verdadeiro amor cristão – e não a doutrina. Isso é ignorância em alto grau! Se Cristo construiu Sua Igreja, se Cristo instituiu a Eucaristia, se Cristo pensou o Papado, se Cristo permitiu a invocação aos santos, renegar tais ensinamentos é renegar ensinamentos de Cristo. Como pode haver pleno amor quando há rejeição ao legado do Amado? Para o padre Fábio dizer isso ele deve realmente acreditar que estes pontos basilares do cristianismo, que citei acima, são irrelevantes, não são determinantes no conhecimento pleno da mensagem cristã; mas ora, a Igreja diz justamente o contrário. Existe uma flagrante contradição entre a postura do sacerdote e da Mater Ecclesia. A Igreja ensina que a Missa é sacríficio; que fora dela não há salvação; que ela é Barca de Pedro e Povo de Deus. Já o padre Fábio afirma que a Missa é banquete; que existem diversos caminhos de salvação; que a Ecclesia é só Povo de Deus. Mas para um católico a Igreja transmite os próprios ensinamentos de Cristo; de um lado temos a Igreja afirmando X e, do outro, padre Fábio defendendo Y, mas padre Fábio é um sacerdote da Igreja, logo deveria saber que o conhecimento da Igreja é o conhecimento de Cristo. Além deste paradoxo – um padre católico que rejeita ensinamentos católicos –, a clareza da contradição entre o que é dito pelo cantor e o que é transmitido pelo Magistério é óbvia. Ora, se Deus não se contradiz, alguém nessa história detém a razão; ou padre Fábio ou a Igreja, mas jamais os dois. Que o sacerdote se opõe aos ensinamentos da Igreja, acho que todos já sabem. Entretanto, o que me assustou foi como muitos católicos não só se levantaram na defesa do padre Fábio como não pensaram duas vezes antes de depreciar os ensinamentos magisteriais. Eles protegem o cantor dizendo que ele evangeliza, que ele prega a Palavra. Ora, o raciocínio é o mesmo de antes: como pode haver evangelização quando se difunde o erro? Como pode haver divulgação da Boa Nova quando o que é divulgando é a opinião pessoal de um sacerdote? Para um católico o Evangelho deve ser divulgado em sua plenitude. Agora, que plenitude é esta se estamos falando de um padre que, em óbvia contradição, renega os ensinamentos da Igreja? O Evangelho que ele vai difundir não é o mesmo lido e entendido pelo Catolicismo. Tirando os exageros retóricos, seria a mesma coisa de um católico falar que Ario, Nestório, Lutero, Calvino estavam transmitindo a Palavra, mesmo tal Palavra estando em oposição aos ensinamentos transmitidos por Cristo e guardados pela Ecclesia. Os defensores de padre Fábio quase sempre reproduzem o mesmo papo açucarado de amor, aquele amor relativizado, o amor de um deus (com minúscula) que não julga, apenas releva; que não condena, apenas abençoa; é o deus da modernidade, o deus politicamente correto, aquele que não se importa com as diferenças doutrinais. O Cristo Católico – o verdadeiro – é o que instituiu a Eucaristia, a devoção aos santos, o Papado; já o Cristo protestante é aquele que não ensinou a Eucaristia, nem a devoção aos santos e o Papado. Ora, um Cristo tem de estar certo e o outro errado, ou será que Deus também é relativista como os defensores do padre Fábio? 
SERÁ QUE UM BOM CATÓLICO DIRIA QUE ELE É UM PADRE?
Escrito por Leandro Santos às 08h52
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Caros leitores depois de termos presenciado o lançamento de: "O códido Da Vinci" (que por sinal não superou as espectativas do público nem a dos cineastas) agora estaremos presenciando o lançamento de mais um filme cheio de fantasias desastrosas contra a santa Igreja Romana: “Anjos e Demônios”, também baseado no livro de Dan Brown. Sobre o lançamento do filme e acerca do caso Galileu segue uma matéria da Zenit, muito boa! Vale a pena esclarecer algumas dúvidas.Galileu não esteve preso nem morreu na fogueira Entrevista com Dom Melchor Sánchez de Toca, subsecretário do Conselho Pontifício para a Cultura Por Carmen Elena Villa ROMA, domingo, 24 de maio de 2009 (ZENIT.org).- A Organização das Nações Unidas declarou 2009 como o Ano da Astronomia, devido à comemoração do 4º centenário do nascimento do telescópio por obra de Galileu. Por que alguns organismos da Santa Sé se unem a esta celebração, se condenaram o famoso astrônomo? Por este motivo, Galileu Galilei é visto hoje como um “santo leigo”, como um “mártir da ciência” e a Igreja, como a “grande inquisidora” deste gênio da astronomia. O caso de Galileu é mencionado também no livro “Anjos e Demônios”, de Dan Brown, cujo filme foi lançado mundialmente no dia 13 de maio passado. Zenit falou com Dom Melchor Sánchez de Toca, subsecretário do Conselho Pontifício para a Cultura e co-autor do livro “Galileu e o Vaticano”, sobre aqueles mitos, assim como as verdades históricas do juízo que a Igreja realizou a este controvertido personagem. – Falemos um pouco das lendas negras de Galileu... – Dom Sánchez de Toca: Em 9 de maio passado, eu estava dando uma conferência sobre Galileu em Toledo, Espanha, a um auditório formado principalmente por seminaristas e pesquisadores católicos, e comecei dizendo-lhes que muitos se surpreendem ao saber que Galileu não foi queimado na fogueira e nem foi torturado, nem esteve na prisão. Ao terminar a conferência, um dos assistentes me disse: “eu sou um desses, eu sempre pensei que Galileu havia morrido na fogueira”. O curioso do caso é que na realidade ninguém o disse e nem provavelmente o tenha lido. Simplesmente é o que ele imaginava. Isso demonstra a força tão grande que tem o mito que se construiu em torno de Galileu. Como dizia João Paulo II, a verdade histórica dos fatos está muito longe da imagem que se criou posteriormente em torno de Galileu. Todo o mundo está convencido de que Galileu foi maltratado, condenado, torturado, declarado herege, mas não é assim. Para dar um exemplo muito recente, o livro de Dan Brown, “Anjos e Demônios”, tem um pequeno diálogo a propósito de Galileu, a quem apresenta como um membro da seita dos Illuminati e contém um monte de erros históricos junto a outras coisas que são corretas. 
Escrito por Leandro Santos às 08h53
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A verdade sobre Galileu
– Como foi, na verdade, o julgamento de Galileu? – Dom Sánchez de Toca: Fundamentalmente, Galileu foi processado em 1633 por ter violado uma disposição que lhe foi feita em 1616. A disposição de 1616, que Galileu não cumpriu, proibia-o de ensinar o copernicanismo, ou seja, a doutrina que diz que o sol está no centro e a terra se move ao redor dele. Galileu pensou que a proibição não era tão rígida, sobretudo depois da eleição do Papa Urbano VIII, e publicou um livro no qual, sob a aparência de um diálogo no qual se expõem os argumentos a favor e contra, tanto do sistema ptolomaico como do copernicano, na realidade se escondia uma apologia declarada do sistema copernicano. Não só isto, era já fraudulentamente o imprimatur, enganou a quem o concedeu dizendo que era uma exposição imparcial, mas não era nada imparcial. Por este motivo foi acusado e, portanto, submetido a processos, ou seja, submetido a um processo disciplinar. Galileu nunca foi condenado como herege, nem tampouco o copernicanismo foi declarado como herético. Simplesmente foi declarado contrário à Escritura porque sobre a base das provas que existiam então não era possível demonstrar o movimento da terra e, portanto, dizer que a terra se movia parecia ir contra a Escritura. Foi muito significativo que em 1616 um grupo de especialistas declarasse que a doutrina segundo a qual a terra se move ao redor do sol era absurda e isso se entende perfeitamente no contexto da época, porque não se podia demonstrar e o bom senso dizia que o sol se põe e sai. Sem uma física como a de Newton, sem uma prova ótica como o movimento da terra, a coisa parecia absurda. Nós crescemos desde pequenos vendo modelos e imagens do sistema solar, mas o fato é que ninguém viu a terra mover-se ao redor do sol, nem sequer um astronauta. Temos provas óticas do movimento da terra, mas ninguém viu a terra mover-se. Por isso nos parece que a atitude dos que condenaram Galileu é exagerada, mas na realidade responde a uma lógica. – E responde não somente ao que a Igreja pensava, mas a sociedade em geral... – Dom Sánchez de Toca: Naturalmente. O copernicanismo encontrou uma grande oposição, principalmente nas universidades. Teve uma aceitação muito gradual e a oposição não foi só na Igreja Católica. Também as igrejas protestantes se opuseram a Copérnico. E ainda, em 1670, a universidade de Upsala, na Suécia, condenou um estudante porque havia defendido as teses copernicanas. – Quais foram os erros que a Igreja cometeu em seu julgamento a Galileu? O que se concluiu no trabalho feito pela comissão que João Paulo II criou em 1981 para estudar o caso de Galileu? – Dom Sánchez de Toca: Quem expressou muito bem isso foi o cardeal Paul Poupard no discurso ao finalizar o trabalho desta comissão, quando, com estas palavras – que no discurso parecem sublinhadas – destacou seu julgamento sobre o que aconteceu: “Naquela conjuntura histórico-cultural, a de Galileu, muito afastada da nossa, os juízes de Galileu, incapazes de dissociar a fé de uma cosmologia milenar, acreditaram que adotar a revolução copernicana, que por demais não estava ainda aprovada definitivamente, podia quebrar a tradição católica e que era seu dever proibir o ensinamento”. “Este erro subjetivo de juízo, tão claro hoje para nós, conduziu-os a uma medida disciplinar por causa da qual Galileu deve ter sofrido muito. É preciso reconhecer estes erros tal como o Santo Padre pediu.” Os juízes de Galileu se equivocaram não somente porque hoje sabemos que a terra se move, mas naquele tempo não era possível saber. Por outro lado, a história da humanidade esteve cheia de loucos que afirmavam coisas surpreendentes e depois se revelaram falsas, hoje ninguém se lembra de seus nomes. Se Galileu tivesse proposto uma teoria diferente, hoje ninguém se lembraria dele. Este foi o primeiro erro objetivo. O cardeal Poupard também fala de um erro subjetivo. Qual foi? Creram que deveriam proibir um ensino científico por temor às suas consequências. Pensaram que permitir o ensinamento de uma doutrina científica que não estava aprovada podia colcoar em perigo o edifício da fé católica e sobretudo a fé das pessoas simples. E creram que era seu dever proibir este ensinamento. Hoje sabemos que proibir o ensinamento de uma doutrina científica é um erro. Não cabe à Igreja dizer se está provada cientificamente ou não. Corresponde à ciência. O que Galileu pedia é que a Igreja não condenasse o copernicanismo, não tanto por medo à sua própria carreira profissional, mas porque depois, caso se demonstrasse que a terra se movia ao redor do sol, a Igreja se veria em uma situação muito difícil e faria o ridículo diante dos protestantes e Galileu queria evitar isto, porque era um homem católico sincero. E dizia também: “Se hoje se condena como herética uma doutrina científica como a que a terra se move ao redor do sol., o que acontecerá no dia em que a terra demonstrar que se move ao redor do sol? Será preciso declarar heréticos então os que sustentam que a terra está no centro?”. Isso é o que estava em jogo, é muito mais complexo do que se costuma dizer. – Em que consistiu o castigo de Galileu? – Dom Sánchez de Toca: Disseram que Galileu havia sido veementemente suspeito de heresia, mas não o declararam herege. Pediram-lhe que abjurasse para dissipar toda dúvida. Galileu abjurou. Disse que ele não havia defendido nem defendeu o copernicanismo. Condenou-se ao índice de livros proibidos sua obra “O diálogo”, foi-lhe imposta uma penitência saudável, que consistia em recitar uma vez na semana os sete salmos penitenciais. Sua filha se ofereceu para fazê-lo no lugar dele, e isso foi o mais humilhante, deveriam enviar uma cópia da sentença e da abjuração a todas as nunciaturas da Europa. Foi condenado à prisão de regime domiciliar. Ou seja, digamos que a condenação objetivamente não foi muito grande. Não esteve na prisão nem um só momento, em atenção à sua fama, à sua idade e à consideração que tinha; foi tratado sempre com grande admiração.
– Quem começou a difundir a lenda negra de que Galileu foi queimado na fogueira? – Dom Sánchez de Toca: Isso é o bom, ninguém o disse, mas todo mundo acredita. Provavelmente porque se sobrepõem as imagens de Galileu e de Giordano Bruno. Em todo caso, o mito de Galileu nasce com o Iluminismo, que converteu Galileu em uma espécie de promotor do livre pensamento contra o obscurantismo da Igreja, um mártir da ciência e do progresso. Galileu, na realidade, e isto é o que surpreende muitos, não só não foi queimado nem torturado, mas também foi católico e foi crente a vida toda. Não há nele o mínimo rastro de livre pensador. Não foi um católico exemplar, é verdade, e há momentos de sua vida pouco edificantes, mas em nenhum momento renega sua pertença à Igreja. Ele o diz, exagerando como faz sempre, em uma carta a um nobre francês: “Outros podem ter falado mais piamente e mais doutamente, mas nenhum mais cheio de zelo pela honra e a reputação da Santa Mãe Igreja do que escrevi eu”. É exagerado, mas, em todo caso, demonstra que é verdade. – Ele teve duas filhas monjas? – Dom Sánchez de Toca: Teve três filhos, duas mulheres. Quando mudou-se de Pádua à corte de Toscana, colocou-as em um convento para o qual teve que pedir dispensa, porque eram muito jovens. De uma delas, Irmã Maria Celeste, conserva-se a correspondência entre pai e filha, que é verdadeiramente admirável. Ela era uma mulher extraordinária, muito inteligente, de uma grande perspicácia, grande escritora e há um livro que se baseia no epistolário entre a Irmã Maria e o pai. – Fale-nos sobre seu livro “Galileu e o Vaticano”, cuja edição italiana foi publicada recentemente... – Dom Sánchez de Toca: Esta investigação não trata exatamente sobre o caso Galileu, mas sobre o modo em que a comissão que João Paulo II criou releu o caso Galileu, porque se o caso Galileu é uma telenovela, como dizia Dom Mariano Artigas, em um sentido literário – segundo o dicionário, uma telenovela é, além de uma novela longa e melodramática, uma “história” real com caracteres de telenovela, ou seja, insólita, lacrimogênia e sumamente longa –, o termo se contagia também à comissão que João Paulo II instituiu entre 1981 e 1992, à qual fizeram críticas muito fortes. Dizem que não esteve à altura do desejo de João Paulo II, que os discursos de encerramento do cardeal Poupard e do Papa foram deficientes e muito fracos, que a Igreja não fez realmente o que devia ter feito. Com o professor Artigas, o outro autor do livro, que morreu em 2006, o que fizemos foi estudar toda a documentação que há nos arquivos. Ver exatamente o que fez e como fez esta comissão. Nossa opinião é que faltavam elementos desde o princípio. Faltaram meios, boa vontade, mas, apesar de tudo, fez um bom trabalho, permitiu a abertura dos arquivos do Santo Ofício e demonstrar que na realidade não há documentos escondidos. Foram publicadas obras de referência importantes e creio que isto permitiu à Igreja fazer uma espécie de exame de consciência. Reler o caso de Galileu com outra luz. Não descobrir coisas novas, porque isso é difícil, e fazer que a Igreja em seu conjunto olhe serenamente para o caso Galileu sem rancor, sem medo. – Por que crê que o tema de Galileu irrita tanto a opinião pública, até o ponto de que os professores da Universidade da Sapienza tenham negado ao Papa Bento XVI a entrada no ano passado, por tê-lo citado em um discurso que pronunciou em 1990? – Dom Sánchez de Toca: Porque há quem esteja interessado em continuar fazendo de Galileu uma espécie de “santo leigo”, leigo em sentido anticristão. Mas, na realidade, foi um homem de Igreja, ainda com todas as suas deficiências. Recordo que um arcebispo de Pisa, que foi astrônomo, quis colocar, há anos, na praça dos milagres, a mais famosa, onde está a torre, uma estátua dedicada a Galileu. A prefeitura não o permitiu porque queria continuar mantendo a exclusiva sobre a imagem de Galileu, como se fosse alguém que não pertence à Igreja, mas ao mundo chamado leigo. Por isso, cada vez que por parte da Igreja alguém cita Galileu, há uma reação de “alergia instintiva” nestes ambientes de pseudociência, que dizem: “Como vocês se atrevem a falar de Galileu, vocês que queimaram Galileu?”. – Por que o Conselho Pontifício para a Cultura tem uma imagem de Galileu em sua biblioteca? – Dom Sánchez de Toca: Precisamente porque Galileu é um modelo de cientista crente. Ele investiga o céu, descobre coisas novas e procura integrar seus novos conhecimentos dentro de uma visão cristã. Esforça-se por demonstrar que não há contradição com a Escritura, com a Bíblia. O que acontece é que o fez com todo o entusiasmo transbordante que irritava muito os outros. Sem ser teólogo, ele se metia em um campo que era reservado exclusivamente aos teólogos. Na contra-reforma, que um leigo, sem ter estudos de teologia, se atrevesse a interpretar a Bíblia por sua conta, ainda que fosse em sintonia com a tradição católica, despertava imediatamente suspeitas. – Você se referiu às condutas pouco exemplares de Galileu... – Dom Sánchez de Toca: Não é nenhum mistério que Galileu não tenha sido nenhum santo. Há alguns que, reivindicando o caráter de cientista crente, chegam a pedir inclusive sua beatificação. É demais... Galileu esteve convivendo sem estar casado com Marina Gamba, em Pádua, de quem teve três filhos. Isso não era especialmente escandaloso, mas tampouco era bem visto. Por outra parte, tinha um temperamento forte, como os grandes gênios em geral. Tinha uma língua terrível. Foi imprudente, enfrentou a Companhia de Jesus, apesar de que os jesuítas o acolheram em Roma e avalizaram seus descobrimentos, quando era um perfeito desconhecido. Foi um pouco presunçoso, vaidoso, com grande ego. São defeitos que qualquer um pode ter e que não eliminam nada da genialidade de Galileu. 
Sistema Copernicano
Escrito por Leandro Santos às 08h47
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Nota minha: O comentário abaixo retirado do blog: http://www.salvemaliturgia.com/ é um comentário belíssimo sobre a liturgia da Igreja. Leiamos com atenção e meditemos sobre a imprtância da Liturgia tradicional em todos os setores da Igreja. Segue: Entrevista com Dom Fernando Arêas Rifan
Por Alexandre Ribeiro
SÃO PAULO, terça-feira, 19 de maio de 2009 (ZENIT.org).- O bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney (Campos, Brasil), Dom Fernando Arêas Rifan, considera que a permissão universal de Bento XVI para se celebrar a missa antiga (chamada também de missa tridentina) promove a paz litúrgica e beneficia tanto tradicionalistas como progressistas.
A Adminstração Apostólica São João Maria Vianney foi criada por João Paulo II em 2002. É uma diocese de caráter pessoal, não territorial, fundada após diálogo com fiéis tradicionalistas que eram numerosos na região.
Nesta entrevista a Zenit, Dom Fernando Rifan fala sobre o caráter sagrado da liturgia.
–Poderia explicar a diferença entre os termos “sagrado” e “profano”?
–Dom Fernando Arêas Rifan: Um dos motivos pelos quais nós conservamos e amamos a liturgia romana na sua forma antiga –que é chamada atualmente de forma extraordinária do rito romano–, é exatamente porque ela expressa bem o caráter sagrado da liturgia. Não que a outra não expresse, mas esta expressa de modo mais claro. Como, aliás, acontece com a diferença entre os vários ritos. Participei recentemente, ao lado de outros bispos, da Missa no rito maronita. O que os bispos mais admiraram foi o respeito e o caráter sagrado que se expressa naquele rito oriental. São modos de expressar a sacralidade, podemos dizer, o caráter vertical da liturgia, de nós para Deus, e não apenas o horizontal, que seria de homem para homem.
 A liturgia é algo sagrado. Portanto, algo que nos fala de Deus. É interessante que qualquer pessoa sabe disso. Uma das coisas mais tocantes da história do Brasil foi aquela passagem da carta de Pero Vaz de Caminha, quando ele narra a primeira missa no Brasil. Ele conta que os portugueses chegaram, os padres formaram o altar, prepararam o órgão e começou a missa. Os índios foram chegando e começaram a imitar os gestos dos portugueses. Um detalhe interessante é que durante a missa chegou um outro grupo de índios. Um índio do primeiro grupo, que já estava ali, quando certamente interrogado por um índio do segundo grupo sobre o que estava acontecendo, apontou para a missa e apontou para o céu. Para mim este é o melhor comentário sobre a missa. Apontou para a missa e apontou para o céu: quer dizer, está-se passando a comunicação da terra com o céu. Está-se fazendo uma coisa sagrada. Esse caráter sagrado é que a gente não pode deixar perder na liturgia. –Poderia dar exemplos de como se expressa o caráter sagrado?–Dom Fernando Arêas Rifan: O latim, por exemplo, que nós conservamos na liturgia, mas não em tudo, já que as leituras e os cânticos são em português. O latim que se conserva na liturgia é exatamente para preservar o caráter sagrado, para que todo mundo sinta que ali se passa algo que não é comum no dia-a-dia. É algo diferente. Por isso que a língua é sagrada. Aliás, nas grandes religiões também se usa uma língua diferente. No rito maronita, por exemplo, a consagração é em aramaico. Não é a mesma língua que você fala. Até em outras religiões há uma língua sagrada. Não é a língua comum. Então a liturgia nessas religiões tem uma outra língua. Mesmo o Hino Nacional brasileiro não é no linguajar que se usa a cada dia. Mostra que ali há algo sagrado, é o hino da pátria. Não se precisa entender cada palavra. Precisa entender que é algo sagrado que acontece.  A língua, os gestos, as inclinações, as genuflexões, os símbolos, os panos, as toalhas, tudo tem de exprimir um caráter sagrado. Você não usa uma toalha qualquer. É uma toalha diferente. O espaço celebrativo é diferente. Os cânticos são diferentes. Então não se pode usar aquilo que é comum, profano. A não ser que seja santificado, digamos. O pão, por exemplo, você come; mas o pão eucarístico é diferente. É por isso, por exemplo, que existe o ofertório: a retirada de algo do uso comum que se coloca para uso litúrgico. Assim também com a bênção. Você consagra algo para uso mais sagrado. As vestes sacerdotais, o modo de falar. Outro exemplo: o sermão não é um discurso político, não é para ficar contando piada, não é algo reles. Você está ali para ouvir a palavra de Deus. O “terra a terra” você já ouve toda hora. Para que você precisa disso na Igreja? –O que o senhor chama de “terra a terra” tem a ver com o termo “profano”?–Dom Fernando Arêas Rifan: “Profano” vem do latim “pro fanum”, em frente ao templo, fora do templo, não sagrado. Por exemplo, a Igreja diz que o instrumento por excelência a ser usado na liturgia é o órgão de tubos. Ele tem um som que o nosso subconsciente já se acostumou como algo sagrado. A Igreja põe como modelo do canto religioso o canto gregoriano. Porque é um canto em que predomina a oração cantada. A oração de melodia com pouca coisa de harmonia e quase nada de ritmo. Nas músicas modernas, por exemplo, bem profanas, tem-se a predominância do ritmo sobre a melodia e sobre a harmonia. Isso já mostra o caráter profano da música. Ela pode ser boa em outro lugar. É como dizia o próprio cardeal Ratzinger: há muita gente que confunde a igreja com o salão paroquial. Há coisas que você pode fazer no salão paroquial, mas não na igreja. Eu, por exemplo, toco acordeão. Toco música popular. Mas não na igreja. Eu toco no salão paroquial, com as crianças, na quermesse, onde as crianças tocam pandeiro, tamborim. Na igreja é o órgão. É preciso que se ressalte bem o caráter religioso, sagrado, ou seja, a sacralidade na Igreja. Na liturgia há os tempos de silêncio, porque o silêncio é algo bem respeitoso. Na Igreja não se aplaude, como se aplaude em um comício. O silêncio é tão respeitoso que já diz tudo. Não precisa ficar aplaudindo.  Nós preferimos a liturgia tradicional por tudo isso. Mas em qualquer liturgia há que se guardar o caráter religioso, sagrado, e não cair na coisa profana. O próprio Papa João Paulo II lamenta isso na Encíclica Ecclesia de Eucharistia: “às vezes transparece uma compreensão muito redutiva do mistério eucarístico. Despojado do seu valor sacrifical, é vivido como se em nada ultrapassasse o sentido e o valor de um encontro fraterno ao redor da mesa” (n. 10). Ou, como disse Bento XVI na carta aos bispos apresentando o Motu Próprio Summorum Pontificum, em muitos lugares, não se atendo às prescrições litúrgicas, consideram-se “autorizados ou até obrigados à criatividade, o que levou frequentemente a deformações da Liturgia ao limite do suportável”. Palavra infelizmente verdadeira: liturgia levada ao limite do suportável! E o Papa acrescenta: “Falo por experiência, porque também eu vivi aquele período com todas as suas expectativas e confusões. E vi como foram profundamente feridas, pelas deformações arbitrárias da Liturgia, pessoas que estavam totalmente radicadas na fé da Igreja”. –Há um renovado interesse pela liturgia tradicional?–Dom Fernando Arêas Rifan: Muitos padres novos querem aprender a liturgia na forma antiga. Há dois anos eu participei de um congresso em Oxford, na Inglaterra, promovido por grupos locais, para ensinar aos padres a liturgia tradicional. Foi aberto pelo arcebispo de Birminghan. Na missa, ele falou: ‘vocês todos estão aqui para aprender a forma antiga do rito romano. Vocês vão voltar para suas paróquias e celebrar o rito normal, de Paulo VI, mas vão celebrar melhor, porque, aprendendo o rito tradicional, aprenderão mais sacralidade, a rezar com mais devoção, e isso vai ajudá-los’. O Papa quis isso. Quando ele permitiu a missa tradicional para o mundo todo, na forma extraordinária do rito romano, ele quis exatamente isso: a paz litúrgica, que um beneficiasse o outro. O rito tradicional pode se beneficiar do rito novo na maior participação que este traz; por outro lado, o rito novo vai aprender com o rito antigo a característica de mais sacralidade.
 Depois dessa paz litúrgica que o Papa quis entre os dois ritos, para que um beneficie o outro, tem havido muita procura por sacerdotes. Nós mesmos fizemos um DVD para ensinar o rito tradicional. Muitos padres têm aprendido, muitos bispos têm incentivado nas suas dioceses. Acho que isso é muito importante. Conservar a liturgia tradicional como forma de riqueza da Igreja, uma forma litúrgica de expressar os dogmas eucarísticos e o respeito. Não se trata de confronto, de briga, nada disso. É um modo da Igreja, legítimo, aprovado pela Igreja, sem causar nenhum detrimento à comunhão. Evita divisões. O Bispo local patrocinando a Missa no rito tradicional, colocando-a em suas igrejas com sacerdotes regulares e sob sua jurisdição, evita que alguns católicos caiam na tentação de querer ir buscá-la em grupos separados ou cismáticos. O Bispo poderá dizer: “Nós temos aqui, porque ir buscar a Missa no rito romano antigo em outro lugar?” Nota Minha: O que Dom Rifan falou pode sim ser aplicado na liturgia romana ordinária sem medo, o que nos falta (digo não só aos leigos, mas aos padres) é tomarmos sentido do que é o Sagrado, ou seja, tomarmos sentido do que celebramos e para que e quem celbramos. Ora, o descaso litúrgico está levando muitos fiéis católicos à desvalorização do santíssimo sacramento de modo que ocorre o êxodo dos fiéis para as Igrejas protrestantes uma vez que se vê a eucaristia como um simples pedaço de pão que é dado em ceia. deve-se entender que quando deforma-se a liturgia deforma-se o seu sentido e aquilo que era para produzir fruto e radicar na fé acaba destruindo até mesmo os que têm e atingindo as nossas raízes. pois bem uma vez entendendo que o sentido do motu proprio vai muito mais além daqueles que apreciam a liturgia tradicional e do diálogo com os traicionalistas, mas sim, está estreitamente ligado com a reforma liturgica de bento XVi e a retomada do sentido do sagrado perdido em diversas paróquias e Dioceses, será muito mais fácil a implantação do riuto romano tradicional e a confirmação da fé católica dos fiéis que hoje encontram-se muito confusos em meio à uma liturgia deformada.
Escrito por Leandro Santos às 17h38
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Vejam caríssimos a belíssima meditação de Sua Santidade Bartolomeu I sobre a ressurreição de Nosso Senhor. retirado do site:http://www.30giorni.it/br/articolo.asp?id=20905 A ressurreição de Jesus: infinita liberdade do Amor Meditação de Sua Santidade Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico de Constantinopla, por ocasião da Santa Páscoa |
de Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico de Constantinopla
 |  | Bartolomeu I, Patriarca Ecumênico de Constantinopla [© Associated Press/LaPresse] |
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|  |  | A Igreja celebra, professa e proclama que Cristo morreu e ressuscitou dos mortos e que Sua ressurreição eliminou a morte para todos os homens. Quanto é realista essa promessa e esperança da Igreja? Pode a linguagem humana fundamentá-la em aquisições baseadas na experiência, ou seja, na lógica que nos permite transmitir a experiência humana, sem as fantasias de ideologias imaginárias? Ao longo dos séculos, a Igreja adotou uma linguagem extremamente empírica e, por isso, logicamente coerente, realista. Uma linguagem que testemunha tudo o que de tangível e evidente conhece: “O que ouvimos, o que vimos com nossos olhos, o que contemplamos, e o que nossas mãos apalparam” (1 Jo 1, 1). “Na pessoa de Jesus Cristo”, portanto, a Igreja toca a real infinita liberdade de Deus: Deus é livre de qualquer predeterminação de Sua existência, de qualquer necessidade de ser o que Ele é. Deus, diriam os gregos, é livre diante de Sua própria Divindade, de Sua própria natureza ou essência divina: por isso, Ele se torna homem, se encarna sem deixar de ser Deus. Por outro lado, mesmo tendo-se tornado homem, Ele continua livre dos limites da natureza humana. Por isso ressuscita dos mortos. Os gregos introduziram na História humana a articulação lógica, a certeza do uso da linguagem, como condição prioritária para a constatação empírica. Não obstante, para o grego, a constatação empírica constituía o caminho pessoal de acesso individual à evidência lógica comumente admitida do mundo. E essa evidência convencia de que toda realidade existente é predeterminada pelo logos-modo, inexplicavelmente dado, de sua participação na realidade, ou seja, de sua essência ou natureza. Mesmo Deus não pode ser outra coisa em relação ao que é determinado pelo logos-modo da Divindade. É necessário que Deus seja Primeiro Motor, natureza espiritual que age por si mesma, “gênero honorabilíssimo”, infinito, atemporal. Se, porém, a fonte e a causa da realidade é predeterminada por necessidade, então já não é possível nenhuma eventualidade de liberdade real, nenhuma criação ex nihilo, nenhuma possibilidade para o imprevisto, a diversidade, a História. Então, qualquer existência que não seja divina vem também inevitavelmente a se submeter às predeterminações do espaço, do tempo, da corrupção, da morte. A pessoa histórica de Cristo é a certeza da Igreja, certeza baseada na experiência, de que a existência de Deus, causa e fonte do Ser, não conhece limitações: nenhuma razão, imposição ou conveniência pode predeterminá-la. Deus não é obrigado a ser o que Ele é. Ele existe porque livremente quer existir. Ele realiza na realidade a Sua vontade de existir “gerando” o Filho e “fazendo proceder” o Espírito “de maneira atemporal e amorosa”. Deus existe na forma da absoluta liberdade real que é o amor, existe no modo do amor, existe porque ama.
 |  |  | | Jesus ressuscita dos infernos, afresco do século XII, Karanlik Kilise, Göreme, Capadócia, Turquia |
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|  | O amor não é uma propriedade moral de Deus; é o Seu modus existendi: “Deus é amor” (Jo 4, 16). Não é mônada-entidade dotada de propriedades divinas (existência em si, onipotência, sabedoria, atemporalidade). É amor hipostático: é trindade de hipóstases que hipostatizam em existências concretas o Ser como relação que transcende a individualidade: como amor. Os nomes das três hipóstases não designam individualidades, mas relações: Pai, Filho, Espírito. O Filho e Logos se torna homem realizando a vontade comum, ou seja, o amor da Trindade. Com Sua encarnação, o Logos revela a possibilidade de que é dotada a natureza humana criada “à imagem de Deus”: a possibilidade de existir segundo o modo de existência do Deus incriado – existir como liberdade de amor. Sua vida (“viveu fazendo o bem e curando”) e Sua morte na cruz “nos mostraram seu amor por nós”, abriram o caminho-possibilidade da imortalidade-deificação do homem. Cristo ressuscitado dos mortos se tornou o princípio da ressurreição do homem libertado da necessidade da morte. Nossa natureza é mortal, a libertação da mortalidade é graça-dom do amor de Deus. A aceitação do dom é gesto de liberdade, é amor que corresponde ativamente ao amor de nosso Esposo-Amante Cristo. (agradecimentos a Nikos Tzoitis, pela amigável colaboração)
Escrito por Leandro Santos às 09h13
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Missão cumprida: Papa consegue fazer a paz ressoar na Terra Santaretirado do site: http://www.zenit.org/article-21611?l=portuguese 
Bilhete pontifício colocado no muro das lamentações pelo papa Bento XVI JERUSALÉM, sexta-feira, 15 de maio de 2009 (ZENIT.org).- O Pe. Federico Lombardi, S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé,considera que Bento XVI cumpriu a missão que se havia proposto na Terra Santa: fazer que a paz ressoe nos diferentes âmbitos religiosos, sociais e políticos. “Nesta última viagem, o Papa falou muito de paz, como havia prometido – explica o sacerdote: trinta discursos, uma só mensagem, que ele repete sem cansar-se neste único tema, com inúmeras variações: paz entre israelitas e palestinos; paz entre judeus, muçulmanos e cristãos; paz na Igreja, entre as confissões e ritos; paz na sociedade e na família; paz entre Deus, o homem e as criaturas; paz nos corações, no Oriente Médio, no mundo... Paz, paz, paz.” “Ele falou muito, mas também escutou, pelo menos o mesmo ou muito mais”, continua afirmando, ao fazer um balanço para Octava Dies, o semanário do Centro Televisivo Vaticano, desta visita que, de 8 a 15 de maio, levou o Santo Padre à Jordânia, Israel e Territórios Palestinos. “Bento XVI é um Papa da escuta – continua constatando o porta-voz vaticano. Quantas pessoas falaram, quantas coisas lhe disseram, com quanta paixão, com quanta diversidade de atitude e de perspectivas!” Segundo o Pe. Lombardi, “o Papa realizou uma peregrinação aos lugares, mas, antes ainda, aos corações. Não só visitou os lugares mais santos do cristianismo, mas também os do judaísmo e do islã: Yad Vashem, o Muro das Lamentações, a Cúpula da Rocha. Ele assumiu os sentimentos de todos os peregrinos das três religiões às quais pede acesso aos lugares santos. Um Papa cristão, mas um Papa para todos, acima das divisões. Um exemplo a ser seguido”. O porta-voz vaticano recorda que “quando João Paulo II esteve na Terra Santa, o muro não existia. Também aqui veio valentemente o novo Papa peregrino para pedir a Deus e aos homens que derrubem os muros de divisão, começando pelos que fecham e dividem os corações. Nunca mais derramamento de sangue! Nunca mais terrorismo! Nunca mais a guerra!”. “Com este grito termina a peregrinação da esperança, em um momento crucial para o porvir da paz na Terra Santa. O Papa fez tudo o que podia e continuará fazendo-o. Que Deus acompanhe agora todos os esforços dos agentes da paz, religiosos, civis e políticos”, conclui o Pe. Lombardi. 
Papa pede paz no Muro das Lamentações Agora caros leitores coloco algumas considerações retiradas do blog http://costa_hs.blog.uol.com.br/ postadas pelo Bispo eleito de Acufida e auxiliar de Aracaju Dom Henrique Soares da Costa acerca desta viagem: 1. São três, os grandes objetivos de Bento XVI: (1) Como Sucessor de Pedro e cristão, ele quis peregrinar à Terra Santa, como tantos discípulos de Cristo sempre fizeram; (2) deseja também contribuir para o longo, difícil e doloroso processo de paz entre árabes e israelenses na região; (3) finalmente, o mais importante: deseja estabelecer as bases para um amplo “triálogo” entre as três grandes religiões abraâmicas (= que têm Abraão por pai): judaísmo, cristianismo e islamismo. Este é um projeto muito ambicioso de Bento XVI, que está muito no seu coração: que se passe de gestos para holofotes e palavras corteses a elaboração de uma visão comum que sirva de rampa e de alicerce para o entendimento e cooperação sincera e leal entre as três grandes religiões monoteístas. 2. O Papa iniciou sua visita por um país árabe – o primeiro visitado por ele. A Turquia, que ele já visitou, é muçulmana, mas não é árabe – árabe não é religião, é raça (tanto que há uma minoria de árabes que são cristãos). Na Jordânia, a visita do Santo Padre foi muito bem sucedida, pois há, naquele país, uma relativa boa convivência entre cristãos e muçulmanos. Além do mais, a família real jordaniana é de muçulmanos moderados, que não têm nada a ver com terrorismo ou fundamentalismo. Apareceu, então, aí, um ótimo exemplo de diálogo e convivência entre cristãos e muçulmanos.
 O Papa e o casal real da Jordânia: gentileza e boa vontade
3. Na Jordânia o Papa encontrou o encantador primo do Rei, o Príncipe Ghazi Bin Muhammed Bin Talal. Trata-se de um intelectual e teólogo muçulmano, homem moderado e de bom senso. Após o famoso pronunciamento do Papa em Ratisbona, no qual fez uma citação sobre Maomé, que deu tanta confusão, foi o Príncipe quem liderou uma carta de 183 sábios muçulmanos,dando início a um fecundo diálogo entre os cristãos e os discípulos de Maomé. Ainda hoje, muita gente da imprensa e da “teologia anti-Bento XVI” gosta de recordar o discurso da Ratisbona como um erro, um escorrego do Papa, pelo qual ele pediu desculpas. É uma visão falsa e distorcida. Bento XVI fê-lo de propósito, sabendo bem o que fazia. Até então, o diálogo com os muçulmanos não passava de sorrisos, apertos de mãos e palavras doces, enquanto nos países islâmicos os cristãos são perseguidos, discriminados, proibidos até mesmo de construir igrejas. Bento XVI deixou claro que o diálogo com o Islã tinha que ir às questões de fato: Deus é Racional e, portanto, quem o adora não pode agir contra a razão, cedendo ao ódio, à perseguição ou ao terrorismo. A partir de Ratisbona, iniciou-se uma profundo diálogo entre muçulmanos e católicos sobre temas realmente importantes; acabou-se a troca de confetes! Foi comovente o elogio que o Príncipe fez a Bento XVI – um dos mais belos a ele já feito: reconheceu que o Santo Padre tem a coragem de fala seguindo sempre a sua própria consciência, sem levar em conta as modas do nosso tempo. Chegou mesmo a exprimir seu apreço pela liberalização da Missa tridentina para os que a apreciam. Finalmente agradeceu ao Papa porque deixou claro que o discurso de Ratisbona não era contra Maomé, mas uma ilustração do não que se deve dar a uma religião fundada na violência. O Príncipe, tão gentil, mandou mesmo colocar passadeiras na Mesquita de Amã para que o Papa e seus auxiliares não precisassem retirar os sapatos ao entrar no templo muçulmano. Foram gestos e palavras que revelam um Islã mais moderado e aberto a um diálogo profundo e fecundo com judeus e cristãos: Deus é um só, criou os homens e os protege. Toda religião que invoque o santo Nome desse Deus deve comprometer-se com o bem e o amor à humanidade toda. Este é o fundamente do diálogo entre cristãos em muçulmanos; um diálogo teológico que agora é que está dando os primeiros passos.  O Papa com o Príncipe: plena sintonia entre dois corações de boa vontade.
Escrito por Leandro Santos às 09h07
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retirado do belíssimo blog http://www.salvemaliturgia.com/  Autor: Francisco Dockhorn O véu jamais foi abolido da Sagrada Liturgia. Mas, havendo sido suprimida a sua obrigatoriedade canônica, acabou por cair em desuso. Vários sacerdotes e leigos nos anos 70 e 80 sepultaram o véu. Foi considerado ultrapassado, antiquado, retrógrado e símbolo de um contexto litúrgico que queriam apagar da história. A ideologia feminista fez o véu ser visto de uma forma que a Santa Igreja nunca o fez: um símbolo da opressão machista, denegrindo a dignidade da mulher. Algumas senhoras continuavam usando o véu e muitos respiravam aliviados, pensando que essa “mera nostalgia” se extinguiria junto com elas. Agora, sob a sombra do gigante Bento XVI, parte do mundo católico olha perplexo ao ver jovens, por livre e espontânea vontade, restaurando o uso do véu. São meninos e meninas que amam, e são apaixonados por Jesus Eucarístico e pela Santa Igreja. São meninas que usam véu, e meninos que apóiam o uso e são para elas suporte para enfrentar os “olhares tortos” – olhares estes que são compensados por muitos olhares comovidos de gente de mais idade, que se surpreende e vê nelas a presença de uma sacralidade que ainda existe em nossas igrejas. São jovens adoradores, que não vivem isso por mera "nostalgia”, pois não chegaram a conhecer o tempo em que isso era comum. Vivem porque sabem que fazem parte de uma Igreja que tem uma tradição de 2000 anos, tradição que mantém o seu sentido em meio à falta de sentido do século 21. Uma geração suprime; a outra, restaura. Uma geração acaba por deixar a lacuna; a outra, a sente. O Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, comentou sobre como jovens sentem a distorção litúrgica dos dias de hoje e sobre a revalorização do próprio latim: "É preciso que volte a ser claro que a ciência da liturgia não existe para produzir constantemente novos modelos, como é próprio da indústria automobilística (...) A Liturgia é algo diferente da manipulação de textos e ritos, porque vive, precisamente, do que não é manipulável. A juventude sente isso intensamente. Os centros onde a Liturgia é celebrada sem fantasias e com reverência atraem, mesmo que não se compreendam todas as palavras." (livro "O sal da terra", 1996) Bento XVI comenta, ainda, na Carta aos Bispos que acompanhou o Motu Próprio Summorum Pontificum, em 2007, sobre jovens que se identificam com a Missa Tridentina, a forma tradicional do Rito Romano. Diz o Santo Padre: "Logo a seguir ao Concílio Vaticano II podia-se supor que o pedido do uso do Missal de 1962 se limitasse à geração mais idosa que tinha crescido com ele, mas entretanto vê-se claramente que também pessoas jovens descobrem esta forma litúrgica, sentem-se atraídas por ela e nela encontram uma forma, que lhes resulta particularmente apropriada, de encontro com o Mistério da Santíssima Eucaristia." Muito se rezou pelos jovens, e aí estão muitos dos quais o Espírito Santo tem levantado! Será que se está preparado para o que eles podem mostrar?
Escrito por Leandro Santos às 17h20
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http://www.youtube.com/watch?v=qTFeKJd4eyE Ousadia protestante.Um católico não pode ouvir músicas protetantes ANA PAULA VALADAO FALA MAL DA IGREJA CATÓLICA EM SHOWS HERÉTICOS PROTESTANTES. ASSIM TAMBÉM O FAZEM OS DEMAIS CANTORES PROTESTANTES E OS CATÓLICOS AINDA PÕEM-SE A ESCUTAR SUAS CANÇÕES EMBEBIDAS DE ÓDIO CONTRA A SANTA IGREJA. PROCUREM A BULA EXURGE DOMINE DE LEÃO X E VEJAM QUE UM CATÓLICO NÃO PODE ESCUTAR NEM USURFRUIR DE NADA QUE ADVENHA DO PROTESTISMO, MAS INFELISMENTE É O QUE MAIS VEMOS HOJE NA IGREJA...
Caros leitores, ao publicar o vídeo acima num site de relacionamentos fui duramente criticado por uma assembleiana ousada que fez as seguintes colocações que postarei abaixo. ressalto que faço questão de publicar o diálogo entre eu e ela afim de mostrar aos católicos o que pensam os protestantes de nós e que digam não aos cantores protestantes,nheréticos, que aos poucos e com docilidade às vezes colocam subliminarmente ideias contrárias ao catolicismo: Protestante assembleiana Diz: sinceramente fikei assustada com o video q vc add da ana paula! pelo o q vc falou! Resposta à colocação abaixo sobre o vídeo da herege Ana Paula Valadão: Pois é, mas esta é minha fé! E não posso omitir a minha fé. Não sei se vc sabe, mas sou católico tradicional e “conservadoríssimo” e não posso concordar com o que hoje querem fazer dentro do cristianismo: uma salada mista de ideologias em nome do ecumenismo. Este ecumenismo é idiotice. Acredito que o mundo será bem melhor quando cada um ficar no seu lugar: católico escutando músicas católicas. lendo livros católicos e ouvindo pregações católicas e o mesmo fizerem os protestantes, conseguiríamos ter assim uma religião muito mais pura, sadia e muito melhor de se viver. Infelizmente é o que penso, assim como pensa o Santo Padre de Roma (Bento XVI) o que pensaram os papas de São Pedro à João Paulo II o que pensa a Igreja. Quanto ao que disse confirmo novamente, enquanto muitos católicos estendem a mão para os protestantes, para os judeus, para os espíritas parece que eles insistem cada vez mais em nos atingir com um golpe traiçoeiro. Quem é o rabino judeu para advertir o Papa? Quem é o líder espírita para criticar a Igreja? Da mesma forma quem é Ana Paula Valadão para dizer ou insinuar que o Espírito Santo não está no papa, não está em Roma e não está na Igreja? Por que ela não pede para deixar de falar besteiras, asneiras e tolices? Assim como vc não permitiria que eu falasse mal da sua denominação, assim também não posso admitir que esta mulher (que não sabe o que diz) fale mal da minha mãe (Igreja) e de seu servo o papa que chamamos carinhosamente de papaizinho (papa em italiano) e o que não posso mesmo é ficar calado enquanto alguns "católicos" (desinformados) usufruem e até visitam estas denominações protestantes! Como católico quer gostem quer não tenho sempre que afirmar o que o papa bento XVI afirmou no início do seu pontificado na carta Dominus Iesus (Senhor Jesus) "Fora da Igreja não há Salvação, pois nela é que se encontram os meios necessários para chegarmos mais rápido ao Senhor Jesus". In nominem Sanctum Domine Iesu Crhiste No nome santo do Senhor Jesus Pax et bonum! Paz e bem!
Escrito por Leandro Santos às 20h02
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PROTESTANTE ASSEMBLEIANA DIZ: Vamos aos Fatos As Verdades Bíblicas.
1 - A Igreja Romana nunca foi a primeira igreja , pois como é Romana Nasceu na Itália e näo em em Jerusálem que fica em Israel , e também nunca originou - se o Nome Cristäo em Roma mas sim am Atntioqui , medite - ATOS 11 : 26 e 27
2 - A Verdade nunca esteve na Igreja Católica , pois a Verdade chama - se Jesus Cristo - Joäo 14 : 6
O que é ser um Cristäo de Verdade - Joäo 8 : 31 e 32
3 - A Salavacäo näo vem pelo nome de Maria , Paulo ou Pedro , Mais sim única e exclusivamente através de Jesus - 1 Timóteo 2 : 3 ao 6
4 - O Cristäo de Verdade näo precisa acender Velas veja Por que em : Joäo 8 : 12 Tremendooooooooooo
5 - Na Bíblia e nem o Senhor Jesus ordenou nenhum Papa , mais Sim Discípulo , Apóstolos , Pastores , mas näo Papa ou Padre veja em : Efésiso 4 : 11 e 12
6 - Como Pode uma Igreja se Intitular Igreja Cristä , que näo vive a verdade Bíblica ???
RESPOSTA CATÓLICA: Vamos verdadeiramente aos fatos bíblicos e históricos sim, minha cara! Terei o maior prazer em responder cada uma de suas falsas afirmações: Vamos lá 1- Você diz: A Igreja Romana nunca foi a primeira igreja, pois como é Romana Nasceu na Itália (sic!) e não em Jerusalém que fica em Israel, e também nunca originou-se o Nome Cristão em Roma, mas sim em Antioquia , medite - ATOS 11 : 26 e 27 Isso só nos prova que todo protestante é ignorante! A Itália nem existia nessa época, bem como o vaticano ainda não! E o termo cristão fora um apelido que os inimigos da Igreja impuseram aos seguidores do Cristo como forma de chacota, lá em Antioquia. E como boa leitora você deve saber que eu nunca afirmei o contrário. Logicamente a Igreja nasce em Jerusalém sobre a autoridade de Pedro Mt 16, 18: “E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei A MINHA IGREJA; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.” Inclusive este magnífico apóstolo chefe dos doze é quem presidirá o primeiro Concílio de Jerusalém como podemos ver em (Atos 15, 4-11). Todo historiador sabe que o cristianismo nasceu em Jerusalém e se expandiu por todo o território ao redor, formando assim 5 Patriarcados, que são eles: Jerusalém, Antioquia, Constantinopla, Alexandria e Roma que era a chamada pentarquia. Com a queda do império romano e a ascensão do Cristianismo a Igreja de Roma, no qual São Pedro fora bispo, recebe em 325 a denominação de Igreja Católica Apostólica Romana, por que era com sede em Roma. Esta era superior aos outros patriarcados. (Logicamente, não existia a denominação “papa”, pois este era chamado de Patriarca de Roma, os fiéis chamavam carinhosamente os presbíteros (que é o nome correto dos padres, ou seja, padre é apelido, o mesmo que papa= papaizinho), até que o papa Gregório V dirigiu este título somente aos bispos de Roma. O papa não é nada mais nem nada menos que bispo de Roma. Aliás, existe uma frase encontrada em uma caverna codificada como sendo por volta do séc. III que diz: “Ibi petrus ubi Eclesiae”, ou seja, onde está Pedro está a Igreja. Isto foi aceito até o início do ano 1000, quando ocorreu o cisma do Oriente (tudo por questões políticas, pois queriam que a sede da Igreja passasse a ser em Constantinopla) Nasce então a Igreja Ortodoxa por volta de 1014. O cristianismo respirará com somente com dois pulmões em todo o mundo, pois só existiam duas Igrejas e eu peço que me prove que existia outra a não ser a Igreja Católica Apostólica Romana e a Igreja Católica Ortodoxa até 1515, quando Lutero, o herege, criou o luteranismo e em 1914, com a ascensão do pentecostalismo surgiu a Assembléia de Deus fundada por três pastores de meia tigela nos EUA uma criança comparada ao cristianismo verdadeiro e autêntico sem berros e nem abominações, a Assembléia não tem nem 100 anos! Mesmo com o mínimo de instrução sobre a gramática da língua Portuguesa, qualquer um pode discernir que Jesus disse: A MINHA IGREJA em Mt 16, 18, o artigo “A” indica que Cristo só criara uma (1) igreja e sobre Pedro, que por toda a bíblia irá se mostrar como chefe dos doze e eu provarei como vocês gostam: na Bíblia! 1- Ao perguntar aos discípulos o que os teólogos chamam de profissão de fé: “quem dizeis que eu sou?” o único que tem autoridade para responder será Pedro: “Vós sois o Cristo Filho de Deus vivo!” ( Mt, 16 14-18; Mc 8,27-33;’ Lc9,18-22) 2- Ao ouvirem os discípulos a anunciação de Maria Magdalena, que dissera que o Cristo havia ressuscitado, sai correndo Pedro e João, muito embora João tivesse chegado primeiro não entrou no sepulcro, pois esperou Pedro chegar. Ora se os dois tivessem a mesma autoridade João teria entrado no sepulcro e comprovado que Jesus havia ressuscitado. Mas, não o fez por obediência a Pedro. (João 20, 1-5) Mesmo Jesus tendo ressuscitado e aparecido aos discípulos por duas vezes (2) quis aparecer para Pedro para confirmar o seu primado sobre os doze: (João 21, 14-19) e já confirmando seu primado sobre os doze Pedro pergunta a Jesus sobre João (João 21, 21). Jesus deixa bem claro a missão de Pedro: “Confirma teus irmãos”. Ora, se esta fosse a missão dos doze ele teria falado aos doze e não diretamente a Pedro.
Escrito por Leandro Santos às 19h51
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4- Note-se que todas as vezes que se enumeram os discípulos, Pedro, apesar de não ter sido o primeiro a ser chamado, é colocado em primeiro lugar. (Mc 3, 16-19; Mt 10, 1-4; Lc 6, 12-16; At 1, 13-14) 5- Quando Jesus aparece em meio à tempestade, quem Jesus chama a caminhar sobre as águas? Pedro! (MT 14, 24-33; Mc 6, 45-56; Jo 6, 16-21) 6- Ao subir ao monte Tabor Jesus escolhe Pedro, Thiago e João (Mt 17, 1-13; Mc 9, 2-13; Lc 9, 28-36). 7- No livro dos Atos dos Apóstolos, que a princípio se chamava Atos de Pedro (assim dizem os exegetas) vê-se a importância de Pedro na Igreja. Vejamos: Judas morrera, o colégio dos doze estava desfalcado, havia a necessidade de escolher um novo homem para substituir Judas que viria a ser Matias. Ora, se os doze tivessem a mesma autoridade de Pedro, não seria necessário que Pedro tomasse a frente da eleição de Matias presidindo os doze: “Num daqueles dias, levantou-se Pedro no meio de seus irmãos, na assembléia reunida que constava de umas cento e vinte pessoas...” (At 1, 15-26) e esta não será a primeira vez que Pedro irá levantar-se para falar em nome dos doze. Veja em (At 2, 14-36) note-se ainda a importância de Pedro no versículo seguinte: “Ao ouvirem essas coisas, ficaram compungidos no íntimo do coração e indagaram de Pedro e dos demais apóstolos: Que devemos fazer, irmãos?”(At 2, 37). Ora, quem estuda um pouquinho de português saberá que existem atitudes textuais que indicam algo e não é por acaso que o nome de Pedro fora ressaltado em tal versículo. Nós letrados podemos dizer que esta frase poderia ser reconstituída desta forma: “Ao ouvirem essas coisas, ficaram compungidos no íntimo do coração e indagaram aos apóstolos: Que devemos fazer, irmãos?” isto se Pedro não tivesse uma hierarquia acima dos outros, uma vez que esta existe deve-se, segundo as normas cultas da língua Portuguesa, ressaltar o nome de Pedro. 8- Logo após é Pedro que irá admitir novos fiéis à Igreja de Cristo (At 2,38) 9- É Pedro quem cura um coxo em nome de Jesus Cristo em (At 3, 1-11). Comprova-se ainda a importância de Pedro, pois as autoridades pensavam que prendendo Pedro acabaria com a Igreja e o prenderam. Ora, quando há uma rebelião só se prende o chefe da rebelião. (At 4). Portanto com respeito a São Pedro não foi inventado pela Igreja Romana, mas desde o início Pedro foi o chefe da igreja e dos apóstolos em nome de Cristo, isto se prova com a seguinte passagem: “De maneira que traziam os doentes para as ruas e punham-nos em leitos e macas, a fim de que, quando Pedro passasse, ao menos a sua sombra cobrisse alguns deles.” (At 5, 15) E agora? Pedro tinha ou não uma missão maior que a dos outros apóstolos? Lógico que o que ele fez foi em nome de Cristo, mas isto só ocorreu porque Ele permitiu. Você diz:
1- A Verdade nunca esteve na Igreja Católica , pois a Verdade chama - se Jesus Cristo - Joäo 14 : 6
Com que autoridade dizes que “A Verdade NUNCA esteve na Igreja Católica”? Dizer que a verdade NUNCA esteve na Igreja Católica é simplesmente afirmar que a Sua igreja também nunca possuiu a Verdade! Ora diga-me uma verdade de fé da sua doutrina da qual não tenha origem da Igreja Católica Apostólica Romana! Dizes que “a Verdade chama - se Jesus Cristo”, como se isto fosse novo para mim e para todo fiel católico e não sabeis que quem proclamou isto publicamente pela primeira vez foi a igreja católica em 325 no Concílio de Nicéia. Proclamou e proclamou com palavras muito mais belas e muito mais completas teologicamente falando. Veja: 2- “Credo in unum Dominum Iesum Christum: Filium Dei Unigenitum... deum de Deo, Lumem de Lumine, Deum verum de deo vero. Genitum non factum Consubstancialem Patrem” “Creio em só Senhor Jesus Cristo: Filho Unigênito de Deus... Deus de deus, Luz da luz, Deus verdadeiro de deus verdadeiro. Gerado não criado da mesma substância do Pai” Ora que Jesus é a verdade que liberta isso é ensinamento católico, cristão, bíblico. Bíblia que, aliás, você só pode ler por causa de São Jerônimo e do papa Dâmaso II que mandou que traduzisse a bíblia do Hebraico, aramaico e grego para a língua latina. Pois bem se a igreja católica muito mais velha que a sua denominação protestante, que não tem nem cem anos, nunca possuiu a verdade como foi que a Assembleia possui a verdade? Você está querendo me dizer que a verdade ficou morta durante dois mil anos e renasceu em 1914? Dizes com toda audácia e prepotência protestante: 3- O que é ser um Cristäo de Verdade - Joäo 8 : 31 e 32
Minha cara ser cristão não consiste somente nisso, isso qualquer judeu pode fazer! Nota-se como o sentido de ser cristão é tão minimizado por vocês protestante! E onde estão todos os ensinamentos dos apóstolos? Onde estão as palavras que eles proferiram acaso não servem de nada? Ora o evangelho de São João nos diz que:
Escrito por Leandro Santos às 19h45
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